terça-feira, 21 de outubro de 2014

COMPASSO BINÁRIO NA FLUÊNCIA FRASAL EM ESPERANTO, A PARTIR DE NASCENTES IMAGINÁRIAS MENTAIS



COMPASSO BINÁRIO NA FLUÊNCIA FRASAL EM ESPERANTO, A PARTIR DE NASCENTES IMAGINÁRIAS MENTAIS

Josenilton kaj Madragoa

Toda frase oral é o relatório de um 'sentimento sentido', de um 'pensamento pensado' ou idealizado ou de uma imagem mental que é retratada em palavras.
No uso de uma segunda língua ainda não naturalizada no consciente e no inconsciente, a frase nasce primeiro na mente, com a 'palavrização' de uma imagem pensamental, sentimental, pictórica ou representativa de ações reais. [Neste último caso, a imagem mental é construída em 5D (com altura, largura e profundidade movimentadas em um tempo e em um espaço, às vezes (se for com requinte de detalhes em tecnicolor) até com direito a pipoca.]
Quanto menor for o período de tempo entre a 'pensamentação' ou 'palavrização" mental de um pensamento (ou objeto existente somente no mundo dos pensamentos), de um sentimento ou de uma imagem mental e a sua projeção holográfica em forma de correspondente frase oral, mais fluente e rápida se torna a emissão do ato de comunicação frasal. Consequentemente, mais fluente e natural se torna também o entrelaçamento das frases que formam, por exemplo, um confronto ou ‘interfronto’ dialógico (conversação, debate, interrogatório etc) ou uma exposição monológica (palestra, aula, preleção, sermão, discurso etc).
Essa fluência interna ou intrassubjetiva, de conseguir pensar, sentir ou imaginar algo e colocá-lo na ponta da língua em forma de palavras, instantaneamente, para por fim elocutá-la em forma de palavras sonoras, só se adquire depois de uma longa prática, naturalmente.

Preliminarmente, principalmente para os mais novos no uso da segunda língua, antes de se falar uma frase, seja perguntando, respondendo, afirmando, negando, contestando, criticando, complementando etc, é necessário, ou pelo menos esperável ou aconselhável, que se construa ou rascunhe a frase primeiro na mente. Mas, antes mesmo de se construir ou rascunhar a frase na mente, é necessária uma matéria-prima, ou seja, é necessário ter o que mentalizar ou imaginar. Nenhuma frase surge do nada. Como se diz em latim, ex nuhilo nihil, ou seja, nada nasce do nada (nem imaginação abstrata psicodélica). Fluir ou fazer fluir linguisticamente quer dizer fluir ou fazer fluir uma frase a partir de uma nascente mental, até a desembocadura da boca (ainda que em certos momentos essa ação intransitiva ou transitiva se opere no automático ou num aparente, pseudo ou semiautomático). E que nascente é essa? É justamente um laivo de pensamento, um sentimento ou uma imagem qualquer nascida na mente.

Muita gente se preocupa muito em falar ou em saber quando é que vai falar na segunda língua sob aprendizado. A questão antes de tudo é aprender a ter o que dizer, a mentalizar imagens dizíveis em palavras, a ter bem delineado na mente o que falar. É ter, portanto, um mote ou motivo na mente, a partir de uma ideia em forma de imagem, de qualidade, de ação que forma uma concepção, um sentimento qualquer, um mínimo pensamento surgido de inopino e que precise ser comunicado, por ser presumivelmente de interesse do ouvinte. Tendo-se antes o que dizer, fica mais fácil dizer.


Chamamos de compasso binário na formulação e pronunciamento de uma frase, a seguinte sequência: literalmente "ver" ou "fotografar" antes, com a câmera mental, o que se vai dizer, e, logo em seguida, materializar, revelar a imagem vista, fotografada, desenhada, delineada ou imaginada, em palavras; enfim, logo em seguida, dizer.
A fluência pode ser didaticamente construída também a partir desse par imagem mental imediatamente antes - pronunciamento ou elocução da frase imediatamente depois.

Reiterando: quais são, pois, os dois passos desse compasso binário frasal?
Primeiro passo: idealizar um pensamento, um sentimento ou uma imagem verbal, onde haja um sujeito praticando uma ação sobre um objeto, ou onde haja um sujeito demonstrando um estado, uma qualidade ou mesmo praticando uma ação intransitiva ou praticando uma ação transitiva sem objeto (ou melhor, sem que o objeto seja personagem importante na ação).
Segundo passo: expor oralmente o resultado frasal da idealização.

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Também entre dois falantes entre si esse compasso binário pode ser utilizado como recurso paradidático objetivando a fluência linguística de ambos, num processo que podemos chamar de conversa a quatro ou compasso quaternário entre dois falantes. Um imagina e fala uma frase afirmativa, negativa ou interrogativa; o outro imagina a mesma cena do primeiro, ou imagina outra cena, própria, e fala uma frase confirmativa, reativa, complementativa, contestativa ou simplesmente responditiva em relação ao que foi ouvido do primeiro.
A vantagem do segundo é que, se ele entendeu bem a frase do primeiro, automaticamente ele já é instado a construir uma imagem mental a respeito, exatamente igual, ou não, à imagem mentalizada pelo primeiro. Ele pode usar a frase ouvida, que já traz uma imagem prontinha, como mote ou imagem emprestada, para elaborar a sua própria imagem, que é o primeiro passo agora do seu compasso binário. E aí então o processo dialógico bidirecional ou de mão dupla começa a engrenar, um inspirando o outro, como ocorre nos repentes. [Repente é uma modalidade de desafios rimados, em que um repentista desafiador usa a provocação rimada do oponente como parte da imagem, que já vai formando enquanto ouve, para rebater, logo em seguida, com seu respostamento também rimado, formando um bate-rebate em ritmo alegro, presto ou vivace.] A diferença básica é que no diálogo, especialmente no diálogo de compasso quaternário ora proposto, o ouvinte de uma frase pode ouvi-la toda, tranquilamente, depois silenciar um pouco, enquanto constrói a sua imagem, ainda que tomando como mote a frase anteriormente ouvida. A partir de então, com calma e maior segurança, pode oferecer a sua frase reativa, em forma de complemento, comentário, crítica, pergunta, resposta etc... Forma-se, assim, uma conversação tranquila, suave e equilibrada, em ritmo moderato, andante ou alegro non molto, com direito a intervalos, gestos, expressões faciais e intonações complementares aos sentidos. As frases, nesse concerto de sopros (de palavras), tendem a nascer com muito mais facilidade, harmonia e precisão, quase naturalmente, sem precisar muito de conserto.

Quando se pausa para imaginar, e se imagina algo de fato, a concernente frase se constrói quase por si mesma e flui para a ponta da língua com seus próprios pés e sai voando com suas próprias asas na direção dos ouvidos à sua frente. Toda a construção e exposição frasal, que inicialmente é um procedo (em Esperanto, uma sequência de atos humanos e racionalizados), torna-se, com o tempo de prática desse par (imaginação-pronunciamento), um procezo (em Esperanto, uma sequência automática ou autônoma de atos da natureza, in casu, da natureza humana, ainda que provocada, de começo, pelo homem em sua razão). É quando o intervalo necessário à construção das imagens pré-frasais vai se tornando cada vez menor, até nem ser mais necessário. É quando parece que as frases têm vida própria e que nascem do nada. Na verdade, elas nascem então de racionalizações-relâmpagos e também de impulsos dos três níveis conscienciais (consciente, subconsciente e inconsciente) e de reações reflexas da mente cerebral e da mente espiritual. Quando essa turma toda se torna bilingue, não tem pra ninguém.
Ademais, o produto de qualquer pensamento se materializa sempre em palavras, ainda que só no ambiente mental. Tem-se daí, decorrentemente, que mesmo os impulsos de pensamento, como frutos de impulsos de sentimentos, de emoções ou de outras interjeições, sempre vão eclodir em forma de palavras. E estas se materializam em princípio no idioma materno, mas podem também se materializar no segundo idioma posteriormente assimilado pela prática oral. Portanto, quanto mais se falar na segunda língua, tanto mais se aproximará do momento em que se estará pensando, também, nela, automaticamente, mesmo em expressões interjectivas.

Deflui-se do que até agora foi dito que, quem ainda não detém um vocabulário amplo e um domínio razoável dos elementos gramaticais e das regras de expressão da segunda língua, deve, logo após a imaginação do que quer falar, construir ou rascunhar mentalmente a frase, com os recursos gramaticais e lexicais de que dispõe, para só então expor a frase-retrato para a vida real, de forma oral. Para quem tem ainda pouco domínio linguístico, ou ainda não internalizou nem intuitivizou a gramática fundamental, é necessário, pois, um compasso ternário intrassubjetivo ou intramental, composto de imaginação, composição racional e calculada da concernente frase na mente e, finalmente, a elocução oral da frase. Até chegar o procezo da construção imaginária e elocução frasal automática, ele precisará intervir mais com o procedo. Precisará engenhar racionalmente a ternarização do compasso, com a elaboração da concernente frase na mente, entre a imaginação e a elocução. [A sua vantagem é que o Esperanto é uma língua riquíssima de possibilidades construcionais na elaboração de frases e também de palavras, mesmo para aqueles que ainda não tenham amplo vocabulário e domínio gramatical e expressional. Basta que se tenha uma certa malandragem para se construir perífrases lexicais ou frasais, a partir do estoque cognitivo já disponível no cocuruto. Em Esperanto toda palavra, se ela mesma não for formada a partir de elementos identificadores de sua substância, pode ser substituída por sinônimos perifrásticos. Por exemplo, se alguém está num diálogo e precisa expressar a ideia sobre uma obra de arte ou de literatura, que em Esperanto é monoliticamente representada pela palavra verko, ele pode arranjar e soltar uma palavra ou expressão multimorfêmica equivalente, do tipo arta aŭ mensa kreaĵo / produkto / produktaĵo / skribaĵo / afero / objekto / aĵo. Se ele já tiver mais jogo de cintura, poderá também se valer de perífrases frasais, substituindo a ideia imaginada por uma frase do tipo "afero, kiun oni arte aŭ mense kreas / ellaboras / skribas / faras...". A sorte também é que em Esperanto milhares de palavras são compostas ou multiradicais e já definem em si mesmas os objetos que representam. Isso para não falar da sua luxuosa e rica aglutinabilidade morfêmica à base de afixos e de terminações gramaticais.]

O COMPASSO BINÁRIO EM SALA DE AULA

Se um dos dialogadores for um didata em serviço, ele pode pré-elaborar e trabalhar com perguntas ricas de possibilidades imaginárias e ricas de situações. Entretanto, tais perguntas devem se encadear de forma gradativa, para não sobrecarregar a mente do ouvinte, com excesso de tintas ou luzes imaginativas, que podem, num primeiro momento, aturdir, confundir ou colapsar a sequência dos atos de aprendizado do aluno. O processo de apreensão cognitiva tem necessidades de justaposições sequenciadas, para dar tempo ao cérebro de encaixotá-las e organizá-las adequadamente nos vários córtices e áreas neuronais. Uma língua é um mundo. Se chegar de vez ou de forma desordenada, pode provocar desastres neurocorticais e neuropsíquicos de difícil reconstrução. Portanto, a sequência de perguntas deve partir do simples para o complexo, numa gradação didaticamente elaborada. Deve-se aproveitar essa fase inicial para, também, prestigiar com mais ênfase e até mais demoradamente, os elementos gramaticais mais corriqueiros e os sentimentos e ações humanas que são verbalizadas com mais frequência.

Numa primeira fase de questionarização didática, quanto mais clara e bem articulada for cada pergunta, ou seja, quanto mais precisamente ela reproduzir a ideia concebida na mente do perguntador-didata e ao mesmo tempo permitir a mesma reprodução na mente do respondedor-aluno, tanto mais precisa e coerente tende a ser a resposta deste.

No processo de monitoria instrutorial, inicialmente é de bom tom até ser formulada uma mesma pergunta de duas formas, ou seja, duas perguntas sobre a mesma ideia, uma após a outra, uma como que explicando a outra. Em outras palavras (ou em outra imagem sobre o mesmo conceito): imagens mentais podem ser mais bem transmitidas de uma mente para outra, por telesinapses interneurais, se forem feitos, no ato da emissão oral, dois quadros-perguntas com o mesmo conteúdo ou ideia. Eis um exemplo: 1.a.) Aonde você foi ontem antes do meio dia? (Kien vi iris hieraŭ antaŭ la tagmezo?) 1.b.) A que lugar você foi ontem pela manhã? (Al kiu loko vi iris hieraŭ matene?) O entendimento da primeira pergunta pode ser completado com a audição da segunda pergunta. São duas frases interrogativas monossemânticas, uma de uma forma, outra, de outra. Outro exemplo: alguém constrói mentalmente uma cena de si escovando os dentes com uma escova elétrica. Ao revelar e publicar essa cena, em forma de frase, no processo comunicacional oral, dentro de um diálogo, ele pode dizer duas frases-maneiras de mesmo sentido, para reforço de entendimento da parte ouvinte: 1.a) Neste dia, cedo, um odontopurificador de cerdas de movimentos automáticos purificou meus dentes. (En ĉi tiu tago, frue, memmova dentopurigilo purigis miajn dentojn). 1.b) Hoje, de manhãzinha, eu escovei meus dentes com uma escova elétrica. (Hodiaŭ frue en la mateno mi brosis miajn dentojn per elektra dentobroso). O receptor da mensagem tem mais chances de rerretratar ou reconstruir em sua mente a mesma cena e, assim, entender melhor o que foi que houve de verdade na manhã do dia do sujeito emissor.

Alternativamente, no início de um eventual curso básico, para estimular a formação de imagens mentais por parte do aluno ou novo falante antes da formulação de suas respostas binarizadas, o instrutor pode encarreirar uma bateria de perguntas adrede formuladas de modo que nelas já estejam embutidas as respostas ou elementos significativos delas. Mais claramente, as próprias perguntas encadeadas já sirvam de mote para a imaginação das cenas e consequente oralização das respostas. Eis três exemplos:

1.      P.: Kie (aŭ sur kio, aŭ en kio) vi sidas? (apontando o lugar ou o espaço com a mão) R.: Mi sidas sur seĝo (ou sur o, mostrando neste caso a cadeira); ou Mi sidas en ĉambro (ou Mi sidas en o (mostrando a sala)).
2.      P.: Kio estas hundo? (mostrando um cachorro ou uma imagem deste) Ĉu homo, (mostrando um mostruário de seres humanos), aŭ besto (mostrando um mostruário de animais)? R.: Hundo ne estas homo, sed ĝi estas besto, ou simplesmente Hundo estas besto (precisando mostrar, ou não, o mostruário dos animais).
3.      P.: Kia estas la temperaturo (ou kia estas la vetero)? (Se estiver quente, o instrutor pode fazer gesto de calor). R.: La temperaturo estas alta / La vetero estas varma. Ou, como nas primeiras respostas, podem ser aceitas respostas apenas do tipo La temperaturo estas a ou La vetero estas a, em ambas as respostas, com a mão abanando. [Mostra-se, assim, que já se domina um pouco o gramatiquês, pelo menos quanto à terminação “–a”, da qualidade.]


Quer dizer, ainda com o curso em curso, o novel falante já pode ir exercitando o compasso binário, com a técnica das respostas dentro ou parcialmente dentro das perguntas, que estimula imaginações prévias concomitantes com a escuta da pergunta, oferecendo matéria prima pré-fabricada para a construção das respostas. Já é um precursor para as experiências pós-cursos ou pós-aulas, quando se usar o compasso binário em rodas de conversação ou nos diálogos concretos lá fora, no mundo asfáltico, onde normalmente o sistema é bruto. Nos corre-corres, corrimões e corredores da vida social não se costuma ter nem dar tempo para elaborações e elucubrações mentais muito pensadas. O trânsito de fazeres e afazeres é intenso. Lá fora, o compasso binário, ou ele já se produz automaticamente, em concomitância de passos, ou ele será esmagado pelo roldão das emoções apressadas (que devem ter exterminado compressivamente aquela tribo de índios estadunidenses de poucas falas). Por isso, quanto mais se treinar e se internalizar o compasso binário em laboratórios fluenciais (solilóquios, interlóquios e rodas de bate-papo dirigidas), a frio, tanto melhor para quando se estiver nas situações reais, a quente.

Com o avanço no aprendizado, o iniciante pode se estimular ou ser estimulado a responder também de duas ou mais maneiras. É quando se parte da premissa maior de que tudo pode ser dito ou fraseado, no mínimo, de duas maneiras, com variações sintáticas, morfológicas, lexicais ou de estilo. É um excelente contributo para a fluência, porque ajuda na construção de perífrases frasais, expressionais ou lexicais. Quem domina essa arte, não fica sem ter como falar.

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No final de tudo, espera-se que o exercício do compasso binário contribua não apenas para a fluência linguística, mas, também, para a elocução de frases mais bem elaboradas e consequentemente mais espelhadoras de realidades mentais. Estas, assim, passarão elas próprias a serem mais bem imaginadas, vivificando e enriquecendo tanto a oralidade da língua Esperanto quanto o próprio mundo das ideias e da comunicação inter-humana. Decide melhor o que dizer e, consequentemente, diz melhor, quem pensa melhor, quem tem mais tempo para montar seus arrazoados mentalmente, a fazer suas imagens mentais prévias, antes de elocutar cada frase. Rascunhando-se o que dizer no laboratório da mente, dizem-se as coisas com mais precisão, perfeição e beleza. Com o tempo vai-se melhorando em tudo, inclusive nas imagens profundas do inconsciente, que também mandam matérias primas para a esfera do consciente. E este, com o processo de binarização ou de ternarização, tende a melhorar o que vem lá de dentro, do subsolo mental, do profundo. O próprio inconsciente passa a melhorar também as suas imagens, de forma automática, e passa a receber melhorias lá de cima, do consciente, de forma reflexa.
Quem ganha com tudo isso? Ganha o Esperanto, que passa a ser mais vivo (considerando que língua viva é antes de tudo língua oral ou oralizada) e que passa a ser linguisticamente mais belo e mais preciso. Ganha cada falante esperantista, que passa a engatinhar com mais coragem e controle e a caminhar a passos mais seguros, a partir de um processo de fluência mental organizada, sendo também instado a exercer ou a exercitar valores racionais, raciocinais, emocionais, imaginários e cognitivos conjuntamente, com mais apuro, leveza e refinamento. Enfim, latu senso, ganha toda a sociedade.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

EL LA RAPIDA VORTARO PORTUGALA-ESPERANTO - AKTUALIGO EL SEPTEMBRO 2014



REFERÊNCIAS: ESPERANTO PORTUGUÊS PORTUGALA DICIONÁRIO VORTARO GLOSSÁRIO GLOSARO TERMINARO TRADUZIR TRADUÇÃO




A MILHA FRANCESA VALE QUATRO QUILÔMETROS =LA FRANCA MEJLO VALORAS 4 KILOMETROJN
ABRIR UM BURACO = FARI/FOSI KAVON; FARI/BORI TRUON
ABRIR UMA CRATERA = FARI KRATERON
AGROTÓXICO = PESTICIDO
ALIMENTAÇÃO ORGÂNICA = EKOLOGIA/SENPESTICIDA NUTRADO
AMESBURY (CIDADE NO CONDADO DE WILTSHIRE, INGLATERRA, 13 KM AO NORTE DE SALISBURY E PRÓXIMA DE STONEHENGE) = AMESBURIO
ANSIOLÍTICO  (DROGA, SINTÉTICA OU NÃO, USADA PARA DIMINUIR A ANSIEDADE E A TENSÃO) = KONTRAŬANKSIILO; KONTRAŬTIMAĴO
AR PREOCUPADO = ĈAGRENITA/AFLIKTITA MIENO
ARTE MAHIKARI (MOVIMENTO RELIGIOSO JAPONÊS, ONDE SEUS MEMBROS ACREDITAM SER ESTE UMA ARTE ESPIRITUALISTA QUE TEM POR OBJETIVO A RENOVAÇÃO ESPIRITUAL DE TODA A HUMANIDADE) = MAHIKARO
ASSISTENTE SOCIAL = SOCIA/SOCIALA ASISTISTO/ASISTISTO/PRIZORGISTO;
ATÉ ALGUNS MINUTOS ATRÁS = ĜIS ANTAŬ KELKAJ MINUTOJ; ĜIS KELKAJ MINUTOJ ANTAŬE
ATÉ DOIS ANOS ATRÁS = ĜIS ANTAŬ DU JAROJ; ĜIS DU JAROJ ANTAŬE
ATÉ ONDE SABEMOS = LAŬ TIO, KION NI SCIAS; KIOM NI POVAS SUPOZI
BARRA DE OURO = OR-INGOTO; INGOTO EL ORO
CAIXA DE PANDORA = SKATOLO DE PANDORA
CAMPANHA ELEITORAL = BALOTKAMPANJO; ELEKTOKAMPANJO
CANTUÁRIA (OU CANTERBURY: CIDADE DO SUDESTE DA INGLATERRA PERTENCENTE AO CONDADO DE KEN) = KANTERBURIO
CAPACIDADE DE = KAPABLO POR –O; KAPABLO -I
COMO MEDIDA DE = KIEL RIMEDO DE; KIEL
CONSUMÊ (FORMA APORTUGUESADA DA PALAVRA FRANCESA "CONSOMMÉ", PARA DESIGNAR UM TIPO DE CREME, GERALMENTE PREPARADO COM CARNE, LEGUMES, BATATAS, COZIDOS E LIQUIDIFICADOS, A SER CONSUMIDO QUENTE EM PRATOS DE SOPA OU EM CANECAS) = BOVBROGAĴO; KONSUMEO
DATA-LIMITE = LIMDATO
DE DEDO EM RISTE = KUN FIKSE LEVITA MONTRA FINGRO
DE TRINTA A QUARENTA METROS DE DIÂMETRO = DE TRIDEK ĜIS KVARDEK METROJ EN LA DIAMETRO
DE TRINTA METROS DE DIÂMETRO = DE TRIDEK METROJ EN LA DIAMETRO
DESCOBERTA = 1 ELPENSAĴO. 2 ELTROVO, ELTROVAĴO, ELTROVITAĴO; MALKAŜAĴO
DESFIBRILAÇÃO (APLICAÇÃO DE UMA CORRENTE ELÉTRICA EM UM PACIENTE, ATRAVÉS DE UM DESFIBRILADOR, UM EQUIPAMENTO ELETRÔNICO CUJA FUNÇÃO É REVERTER UM QUADRO DE FIBRILAÇÃO AURICULAR OU VENTRICULAR) = DEFIBRILADO
DESFIBRILADOR = DEFIBRILILO
DIAS SEGUIDOS = TAGOJN POST TAGOJ
DOENÇA OCUPACIONAL (DESIGNAÇÃO DE VÁRIAS DOENÇAS QUE CAUSAM ALTERAÇÕES NA SAÚDE DO TRABALHADOR, PROVOCADAS POR FATORES RELACIONADOS COM O AMBIENTE DE TRABALHO) = PROLABORA MALSANO
ECO-FRIENDLY (REFERENTE A MERCADORIAS OU SERVIÇOS, LEIS, LINHAS MESTRAS OU POLÍTICAS ELABORADAS PARA NÃO PREJUDICAR OU SÓ PREJUDICAR O MÍNIMO POSSÍVEL O MEIO AMBIENTE) = MEDIFAVORA, EKOLOGIEMA, EKO-EMA, NATUREMA AŬ VERDA
ENCANADO = TUBIGITA; TRATUBA; KANALIZITA; KANALIGITA
ENCANAR = TUBIGI; TRATUBIGI; KANALIZI; KANALIGI
ENTREVISTA COLETIVA (OU COLETIVA DE IMPRENSA) = GAZETARA KONFERENCO; KOLEKTIVA INTERVJUO
ESCATOLOGIA = ESKATOLOGIA
ESGOTAMENTO SANITÁRIO = KANALIZACIO
FARMACÊUTICA (FÁBRICA DE REMÉDIOS) = FARMACIA FABRIKO
FAZ ALGUNS DIAS QUE (OU ‘HÁ ALGUNS DIAS’) = ANTAŬ KELKAJ TAGOJ; DE KELKAJ TAGOJ...
FAZ MUITOS DIAS QUE (OU ‘HÁ MUITOS DIAS’) = ANTAŬ MULTAJ TAGOJ; DE MULTAJ TAGOJ...
FAZ POUCOS DIAS QUE (OU ‘HÁ POUCOS DIAS’) = ANTAŬ MALMULTAJ TAGOJ; DE MALMULTAJ TAGOJ...
FIGURAR COMO = ŜAJNIGI, KE; EFIKI KIEL
FOLKESTONE (CIDADE COSTEIRA (COM UM IMPORTANTE PORTO) LOCALIZADA NO DISTRITO SHEPWAY DE KENT, INGLATERRA) = FOLKESTONO
GRAU DE PARENTESCO = PARENCA GRADO; [PRIMO DE TERCEIRO GRAU * KUZO JE LA TRIA GRADO]
HÁ ANOS (NO SENTIDO DE HÁ MUITOS ANOS) = (JAM) DE MULTAJ JAROJ
HOLÍSTICO = HOLISMA
INEFICÁCIA = SENEFIKECO; SENUTILECO
JET LAG (DESCOMPENSAÇÃO HORÁRIA, OU, EM MEDICINA, DISSINCRONOSE: TIPO DE FADIGA DE VIAGEM POR ALTERAÇÃO NO CICLO CIRCADIANO, APÓS LONGA VIAGEM AÉREA PARA LOCAL COM FUSO HORÁRIO BASTANTE DIFERENTE) = HORZONOZO; HORZONSUFERO
KENT (CONDADO SITUADO NO SUDESTE DA INGLATERRA, PRÓXIMO DE LONDRES, COM CAPITAL EM MAIDSTONE) = KENTO
LIXO ORGÂNICO = PLANT-RUBAĴO; VEGETAL-RUBAĴO; ENKORPA RUBAĴO/TOKSAĴO
MEFÍTICO = HALADZA; PESTIGA
MEGALÍTICO = MEGALITA
MESES SEGUIDOS = MONATOJN POST MONATOJ
NOITES SEGUIDAS = NOKTOJN POST NOKTOJ
O VALOR DE UM PÃO CACETINHO NA VENDA DE SEU JAIME É R$ 0,30 = LA VALORO DE UNU (BASTONETFORMA) (SAL)-BULKO EN LA VENDEJO DE S-RO JAIME ESTAS R$ 0,30
PÃO CACETINHO (OU PÃO FRANCÊS) = (BASTONETFORMA) (SAL)-BULKO
PARRÉSIA (NA RETÓRICA, FRANQUEZA, CONFIANÇA OU OUSADIA PARA FALAR EM PÚBLICO) = AŬDACA PAROLO
PARÚSIA (TERMO USUALMENTE EMPREGADO COM A SIGNIFICAÇÃO RELIGIOSA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO OU SEGUNDO ADVENTO OU “VOLTA GLORIOSA DE JESUS CRISTO, NO FIM DOS TEMPOS, PARA PRESIDIR O JUÍZO FINAL", CONFORME CREEM AS VÁRIAS RELIGIÕES CRISTÃS E MUÇULMANAS, INCLUSIVE SINCRÉTICAS E ESOTÉRICAS) = KRIST-REALVENO
PESQUISADOR  (COLETADOR DE OPINIÕES) =  OPINIKONTROLISTO; (CIENTISTA) ESPLORISTO
POR UMA QUESTÃO DE = PRO
PSICOFOBIA (PRECONCEITO CONTRA OS PORTADORES DE TRANSTORNOS E DEFICIÊNCIA MENTAIS) = KONTRAŬMENSMALSANULA ANTAŬJUĜO; MENSISMO; MENSHANDIKAPOFOBIO; PSIKOFOBIO
RAÇA HUMANA = HOMA RASO
RESSECAR = (RE)SEKIGI; (RE)SEKIĜI
SALISBÚRIA (OU SALISBURY: CIDADE NO CONDADO INGLÊS DE WILTSHIRE) = SALISBURIO
SECRETARIAR = SEKRETARII
SEMANAS SEGUIDAS = SEMAJNOJN POST SEMAJNOJ
SEPARADOS POR MILHARES DE QUILÔMETROS = MILOJN DA KILOMETROJN MALPROKSIMAJ; DISIGITAJ/APARTIGITAJ PER MILOJ DA KILOMETROJ
SEPARADOS POR UM LONGO TEMPO = DISIGITAJ/APARIGITAJ PER LONGA TEMPO; LONGAN TEMPON DISIGITAJ/APARIGITAJ
SHEPWAY (DISTRITO DO CONDADO DE KENT, INGLATERRA) = ŜIPVOJO
STONEHENGE (ALINHAMENTO MEGALÍTICO DA IDADE DO BRONZE, LOCALIZADO NA PLANÍCIE DE SALISBURY, PRÓXIMO A AMESBURY, NO CONDADO DE WILTSHIRE, NO SUL DA INGLATERRA) = ŜTONAKSO
TATARAVÔ (OU TRISAVÔ) = PRAPRAAVO
TENSÃO = STREĈO; NERVA STREĈITECO
TER POTENCIAL PARA = HAVI POTENCIALON POR
TOMAR DECISÃO = PRENI/DONI/FARI DECIDON; DECIDI
TRISNETO (OU TATARANETO, OU TRINETO) = PRAPRANEPO
TROLLAR (SISTEMATICAMENTE DESESTABILIZAR UMA DISCUSSÃO, PROVOCANDO POLÊMICAS) = RETĜENI; DIALOG-PERTURBI; RETDISPUTIGI; PROVOKI
VISÃO DE MUNDO  =  MONDVIDO; MONDKONCEPTO; MONDRIGARDO
VISÃO PERIFÉRICA = PERIFERIA VIZIO
VITALICIEDADE = DUMVIVECO
WILTSHIRE (UM DOS CONDADOS CERIMONIAIS DA INGLATERRA, SITUADO NA PARTE SUDOESTE DA ILHA) = UILTŜIRO
WOLBACHIA (GÊNERO DE BACTÉRIAS QUE INFECTAM ARTRÓPODES, INCLUINDO UMA ALTA TAXA DE INSETOS) = VOLBAKIO
ZONA FRANCA = SENIMPOSTEJO; SENIMPOSTA MERKATO

ESPERANTO PER BILDOJ / ESPERANTO POR IMAGENS (OKTOBRO 2014)

 BILDO 39
(KOMPARO INTER LA SUFIKSO "-UL-" (UZATA POR HOMO, KIU ESTAS -A)
KAJ LA SUFIKSO "-ANT-" (UZATA POR HOMO, KIU "-AS"))



BILDO 38
(HOMAJ POZICIOJ KAJ DEMANDOJ PER "ĈU")


ALGUMAS NOVIDADES TRADUZIDAS EM OUTUBRO DE 2014 / KELKAJ NOVAĴEROJ TRADUKITAJ EN OKTOBRO 2014



ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS ELEGE FERREIRA GULLAR PARA CADEIRA QUE ERA DE IVAN JUNQUEIRA // LA BRAZILA BELETRISTIKA AKADEMIO ELEKTIS FERREIRA GULLAR POR OKUPI LA SEĜON, KIU APARTENIS AL IVAN JUNQUEIRA

10-10-2014

Nesta quinta-feira (9/10), a Academia Brasileira de Letras (ABL) anunciou o mais novo ocupante da Cadeira 37, vaga desde a morte do poeta Ivan Junqueira em julho deste ano. Ferreira Gullar, de 84 anos, conquistou 36 dos 37 votos possíveis e é o novo "imortal" da literatura brasileira.

Antes de Junqueira, a cadeira, que tem como patrono o poeta Tomás Antônio Gonzaga, teve como ocupantes Silva Ramos (fundador), Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand e João Cabral de Melo Neto. Votaram 19 acadêmicos presencialmente e 18 por cartas. Apenas um dos votos foi em branco.

Ferreira Gullar nasceu em São Luís (MA) e é autor de obras como "A Luta Corporal" (1954), "Cabra Marcado para Morrer" (1962), "Poema Sujo" (1976), "Na Vertigem do Dia" (1980) e "Crime na Flora ou Ordem e Progresso" (1986). Sua publicação mais recente, "Em Alguma Parte Alguma" (2010), venceu o Prêmio Jabuti de livro do ano de ficção.

Segundo o UOL, a ABL decide ainda este mês os ocupantes das cadeiras que pertenceram a João Ubaldo Ribeiro (disputada pelo historiador Evaldo Mello) e Ariano Suassuna (buscada por Zuenir Ventura e Thiago de Mello).
En tiu ĉi lasta ĵaŭdo (9-a/okt), la Brazila Beletristika Akademio (BBA) anoncis pri la plej ĵusa okupanto de la Seĝo 37, vakinta pro la morto de la poeto Ivan Junqueira, en julio de ĉi tiu jaro. Ferreira Gullar, 84-jara, konkeris 36 el la 37 eblaj voĉdonoj. De nun li estas la plej nova “senmortulo” de la brazila literaturo.

Antaŭ Junqueira, la seĝo, kies patrono estas la poeto Tomás Antônio Gonzaga, havis kiel okupantojn Silva Ramos (ĝia fondinto), Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand kaj João Cabral de Melo Neto. Voĉdonis ĉeeste 19 kaj perletere 18 akademianoj. Nur unu el la voĉdonoj estis por neniu.

Ferreira Gullar naskiĝis en la maranjana ĉefurbo San-Luiso. Li estas la aŭtoro de la verkoj "A Luta Corporal" (1954), "Cabra Marcado para Morrer" (1962), "Poema Sujo" (1976), "Na Vertigem do Dia" (1980) kaj "Crime na Flora ou Ordem e Progresso" (1986). Lia plej freŝa publikaĵo - "Em Alguma Parte Alguma" (2010), venkis la Premion Jabuti, kiel la libro de la jaro, pri fikcio.

Laŭ UOL, la BBA decidos ankoraŭ ĉi-monate pri la okupontoj de la seĝoj, kiuj apartenis al João Ubaldo Ribeiro (pribatalata de la historiisto Evaldo Mello) kaj Ariano Suassuna (konkurata de Zuenir Ventura kaj Thiago de Mello).
FONTO:


http://www.portalimprensa.com.br/noticias/ultimas_noticias/68626/academia+brasileira+de+letras+elege+ferreira+gullar+para+cadeira+que+era+de+ivan+junqueira

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NOVO FORMATO DE NEURÔNIO É DESCOBERTO // NOVA SPECO DE NEŬRONO ESTAS ELTROVITA

02-10-2014

No neurônio comum, os dendritos, as estruturas que lembram raízes, recebem os estímulos elétricos de outros neurônios. Uma vez processados, eles são retransmitidos pelo áxion, uma extensão da célula. Mas cientistas encontraram um neurônio diferente - nele, o áxion surge diretamente de um dos dendritos. Essa estrutura até então não registrada foi chamada de 'célula pirâmide'.
A descoberta, relatada no periódico estadunidense Neuron, mostra que isso faz com que os sinais elétricos dessas células sejam transmitidos por um atalho. "Os estímulos não precisam ser propagados pelo corpo da célula", afirma o cientista responsável pelo estudo, Christian Thome, da Universidade de Heidelberg.
Essas células foram encontradas no hipocampo, uma região cerebral envolvida na memória. Mais da metade das células de lá teriam o áxion emergindo de um dendrito.
Testes com impulsos artificiais mostraram que, quando eles são enviados por um dendrito ligado a um áxion, a resposta total do neurônio é mais forte.
Agora cientistas querem entender de que forma esse neurônio diferencial afeta as nossas funções biológicas.

Ĉe la ordinaraj neŭronoj, la strukturoj, kiuj ŝajnas radikoj, ricevas la elektrajn stimulojn de aliaj neŭronoj. Post kiam ili estas procezigitaj, ili estas retransmisiitaj tra la aksiono, etendaĵo de la ĉelo. Tamen sciencistoj eltrovis malsaman neŭronon, en kiu la aksiono aperas rekte el unu el dendritoj. Tiu strukturo, ĝis nun ne registrita, estis nomita “piramida ĉelo”.

La eltrovaĵo, raportita en le usona semajna gazeto Neuron, montras, ke tio igas, ke la elektraj signaloj de tiaj ĉeloj estu transmisiataj tra mallongigita vojo. “La stimuloj ne bezonas esti disigitaj tra la korpo de la ĉelo”, asertas la sciencisto respondeca pri la studaĵo, Christian Thome, el la Universitado de Hejdelbergo (Germanujo).
Tiuj ĉeloj estis trovitaj en la hipokampo, cerba regiono rilata al la memoro. Pli ol la duono de ĝiaj ĉeloj havas la axionon eliĝantan el unu dendrito.

Testoj per artefaritaj impulsoj montris, ke, kiam ili estas sendataj tra dendrito ligita al aksiono, tiam la tuta respond-reago de la neŭrono estas pli forta.
Nun sciencistoj volas kompreni, kiel tia diferenca neŭrono afekcias niajn biologiajn funkciojn.

FONTO:
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/09/novo-formato-de-neuronio-e-descoberto.html

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COMO NO HARRY POTTER, CIENTISTAS AMERICANOS CRIAM 'CAPA DE INVISIBILIDADE' // KIEL EN LA SERIO HARRY POTTER, USONAJ SCIENCISTOJ ELKREIS “NEVIDEBLIGAN MANTELON”

 

01-10-2014




Cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, criaram um dispositivo com efeito semelhante ao da “capa da invisibilidade”, que aparece nos filmes da série Harry Potter. Usando um conjunto de lentes relativamente barato, eles conseguiram fazer um objeto desaparecer da visão de quem olha através das lentes, enquanto tudo ao seu redor continua intacto.
“Até onde sabemos, este é o primeiro dispositivo que permite uma ocultação tridimensional e multidirecional”, afirma Joseph Choi, estudante da universidade, que realizou o estudo em parceria com o professor John Howell, do departamento de física.
Isso significa que, de qualquer ângulo que se olha pela lente, o efeito se mantém.
Os pesquisadores fizeram testes com uma régua, uma mão e um rosto, e tudo desaparecia por trás da lente, enquanto o que havia atrás continuava visível, sem distorções.
Para os pesquisadores, essa técnica pode ter várias aplicações, "como evitar pontos cegos em veículos grandes, além de ser usado em cirurgias, na área militar, no design de interiores e na arte”, afirma Choi.

Sciencistoj el la Universitato Roĉestero, en Usono, elfaris aranĝaĵon, kiu efikas simile kiel tiu “nevidebliga mantelo” el la filmoj de la serio Harry Potter. Utiliginte aron da lensoj relative malmultekostaj, ili sukcesis, ke objekto malaperu de antaŭ la vidado de tiu, kiu rigardas tra la lensoj, dum ĉio ĉirkaŭ ili daŭras videbla.
“Laŭ tio, kion ni scias, ĝi estas la unua aparato, kiu ebligas multflankan nevidebligon de tridimensiaĵo”, diris Joseph Choi, studento de la universitato, kiu realigis tiun studelpensaĵon  en partnereco kun profesoro John Howell, el la departemento pri Fiziko.
Tio signifas, ke ĉe ĉiu ajn angulo, el kiu oni rigardas tra la lenso, la efiko estas la sama.
La esploristoj faris testojn per unu liniilo, unu mano kaj unu vizaĝo, kaj ĉio malaperis malantaŭ la lenso, dum ĉio, kio estis malantaŭ la malaperintaĵoj daŭris videbla, sen distordo.
Laŭ la esploristoj, tiu tekniko povos doni multajn utilojn, “ekzemple kiel oni malestigu la blindan punkton ĉe grandaj veturiloj, krom tio, ke ĝi povos esti utiligata dum ĥirurgioj, en la armea sektoro, en la fasonado de dominternoj kaj en la arto”, asertis Choi.
FONTO:

domingo, 28 de setembro de 2014

COMO ENGATINHAR LUDICAMENTE NA FLUÊNCIA EM ESPERANTO, A PARTIR DE UMA PROPOSTA DE PROGRESSIVIDADE PESTALOZZIANA

COMO ENGATINHAR LUDICAMENTE NA FLUÊNCIA EM ESPERANTO, A PARTIR DE UMA PROPOSTA DE PROGRESSIVIDADE PESTALOZZIANA

Josenilton kaj Madragoa

O verbo “engatinhar” aí foi colocado de propósito.
A ideia é engatinhar numa primeira fase de fluência planejada em Esperanto, sobre o macio e plano tapete das terminações gramaticais mais simples. A partir daí, após o encerebramento e prática desenvolta desse "terminoguês" ou “linguagem” de terminações, pode-se ir, por etapas, ampliando as estruturas com as formas desinenciais e polimorfêmicas mais complexas, passando-se a caminhar em passadas firmes e resolutas na estrada da fluência progressiva sem fim.
A ideia, pois, é partir do entendimento e vivência do mais simples para o mais complexo, em consonância com a proposta pedagógica do educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi.

Tudo bem. Parece óbvio. Mas não é tão simples assim como parece, pelo menos para nós, marmanjos e marmanjas, que temos a cachola já dominante das linhas de raciocínio e que é programada para pensar complexamente em nossa língua materna. É difícil ter que disciplinar o raciocínio, para recomeçar a falar com extrema simplicidade, ainda que numa língua nova, ainda que seja um desafio compensador a médio prazo. É um exercício de paciência e de inteligência emocional.

Com a natural ânsia de falar, de exprimir emoções em palavras e de construir raciocínios improvisadamente, como já costumamos fazer em nossa língua materna, há um bloqueio a todo momento, quando estamos numa conversação ou discurso numa segunda língua que ainda não dominamos fluentemente. Há vários fatores, entre os quais: redução de vocabulário e insegurança no manejo das regras de expressão genuínas da língua nova. Dificulta também, e principalmente, a própria falta de encerebramento e consequente memorização dessas mesmas regras de expressão e também de saídas inteligentes para dizer as coisas através de volteios, pontas-cabeças, inversões, dribles de corpo, perífrases, salto mortal, jogos de morfemas, duplos carpados e outros recursos de cursos e de ruas, que ajudam as pessoas a se safarem nos desafios linguísticos. Isso tudo nós fazemos em nossa língua materna, natural e inconscientemente.

É de se gizar também que há dois eus individuais que conhecem e usam intercaladamente a mesma língua materna. São o consciente, geralmente mais racional, analítico e, consequentemente, mais próximo da norma padrão em suas elocuções frasais, e o inconsciente, que tem sua própria lógica de raciocínio, quase sempre mais solta, despojada, desenfreada e muitas vezes conflitante ou arrepiante em relação à gramática formal, costumando transgredir ou entortar as regras da norma padrão e cuspindo na norma culta.
O que dificulta muito a fluência natural ou naturalizada numa segunda língua é justamente a interferência do inconsciente, que, deseducadamente, costuma arrebatar o microfone do consciente e roubar a cena da razão, com a língua materna mais livre que ele conhece e domina. Quando se começa a falar na segunda língua, dentro de um diálogo bem comportado, logo, logo, surge um fator emocional no meio da conversa e, geralmente, nessa hora, o inconsciente, impaciente e mais nervoso, quer soltar o verbo, e ele o faz com mais eloquência do que o consciente. O problema são as suas pedradas na gramática ou no léxico. E, como ele ainda não domina nada da língua nova, então quase sempre o diálogo é colapsado desconfortantemente e, por isso, logo em seguida, é transferido ou resvalado para a língua de mamãe.

Em razão das estruturas corticais solidificadas a partir do berço e das primeiras mamadas com escuta de voz, neuropsicologicamente, a fluência oral  enriquecida com o bom uso da gramática numa segunda língua será sempre mais no nível consciente do que no nível inconsciente. Isso tanto mais se evidencia, quanto mais distante já se esteja do colo nutridor de leite e de palavras maternas. Estas geralmente eram afetivas para o lactente neoconhecedor da língua, que passa por isso a funcionar inconscientemente como que uma extensão do colo da mãe. E, por isso também, a língua literalmente materna quer ocupar todo o território neuronal para o resto da vida do agora graúdo, tendendo a considerar uma segunda língua posterior como um invasor, um desagregador familiar.

O inconsciente pode até aprender, ou melhor, começar a se manifestar também na segunda língua, mas só depois de muito mais tempo do que o consciente, e nunca largando de mão a sua “desgramática própria”, sem rédeas e sem regras. Só depois de o inconsciente pegar jeito e admitir diplomaticamente a língua nova, é que a fluência surge mais confortavelmente, com graciosidade e encanto, dando prazer de se falar na segunda língua, particularmente se esta for o Esperanto, uma segunda língua com o credenciamento de ser de todas as pessoas e povos, portanto, pertencente, de forma mais ampliada, à nossa mamãe Terra. Ela deixa então de ser nova e passa a ser também uma familiar, uma segunda natureza linguística, ocupando seus recintos próprios no ambiente doméstico cerebral.
Portanto, até chegar lá, temos que exercitar tanto o consciente quanto o inconsciente na sala de aula ou de ginástica mental cognitiva, mesmo que com o inconsciente dando mais trabalho, já que ele é de comportamento difícil e irreverente, especialmente em situações emocionais. E estas surgem em nossas vidas a toda hora, não é mesmo? Daí a importância a mais de não nutrirmos o preconceito linguístico com quem quer que seja (nem permitirmos que se a exerça conosco) nas escorregadinhas gramaticais aqui, ali e acolá. Pode ser a vez de o inconsciente estar com a palavra. Além disso, mais chato do que falar errado deve ser não falar nada, concorda? Língua é para se falar, não para morrer de fome, por falta de uso real e vivo. E a língua, que é um ser vivo, só se fortalece com as vitaminas da fala e seus nutrientes de sentimento e de calorias emocionais humanas.

Ademais, a língua oral, geralmente verbalizada a quente, sempre é menos rebuscada e contém muito mais erros de gramática padrão ou culta do que a língua escrita, que é elaborada quase sempre a frio. Nunca nos esqueçamos do início do século passado, quando Guillon Ribeiro, diretor da secretaria do Senado, corrigia gramaticalmente os discursos inflamados de Ruy Barbosa na tribuna da Câmara Alta, quando eles eram passados a limpo por escrito.

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O domínio da fluência consciente é a resultante de um processo naturalmente racionalizado com exercícios diuturnos, continuadamente, meio em ritmo de solfejo. Ele só se consolida para uma produção “de ouvido”, após a plena internalização de todos os recursos didáticos disponíveis, além da prática diária da oralidade, ou pelo menos do pensamento, em Esperanto. Acresça-se a isso a imprescindível leitura diária dos grandes mestres da literatura didática progressiva, que dão as fórmulas corretas de expressões simples, com suas variáveis e possibilidades para as várias situações do dia a dia.

Escrever diariamente também é de boa chegança para o processo de educação da fluência, porque mexe igualmente com os mesmos córtices cerebrais da fala. Ademais, também pela escrita, pode-se escrever emocionado, dando-se vazão aos desejos comunicacionais do inconsciente. Este pode ser mais bem controlado e policiado no papel do que no gogó (desde que o eu consciente nunca se esqueça de passar as peneiradas de autorrevisão seja do que for que tenha sido digitado, ainda que tenha sido um simples bilhete de uma frase só (☺), antes de sua emissão mundo afora). Quanto mais se escreve melhor, tanto mais se capacita a falar melhor, em todos os níveis conscienciais, objetivamente.

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É no afã de adjutorar os iniciantes ou os candidatos a se iniciar na fluência, que propomos aqui o domínio, por um certo tempo de uso, de uma fluência em Esperanto, a partir de suas estruturas gramaticais mais simples e necessárias a expressar os pensamentos, sentimentos e ações mais corriqueiras, mas que tentem, também, expressar pensamentos, sentimentos e ações mais abstratas e complexas em si mesmas. Acreditamos que tal proposta pedagógica, a partir de uma espécie de solfejamento frasal regular e repetitivo, perfilando o raciocinador cerebral, pode facilitar o processo de aquisição da fluência de forma mais cadenciada e organizada. É uma intervenção assistida, educativa, para estimular os neurocórtices responsáveis pela fala a se aquecerem e se alongarem mais ordenadamente, como num salão de ginástica mental. Eles devem ser “malhados” até terem passado para a ponta da língua as formas de dizer em qualquer situação comunicacional, ainda que inicialmente a partir de um estoque de estruturas limitada e básica.
Esse processo de fluência progressiva estruturada é, a princípio, disciplinador e controlador, mas, a médio prazo, é empoderador e versatilizador.

Uma ideia que pode também ajudar nesse processo é se reunir um fichário de, por exemplo, mil imagens com o que mais de trivial se fala ou se percebe por aí. Essas fichas não devem conter frases descritivas, mas só imagens, para que o “ekfluanto” mesmo forme as frases descritivas correlatas, ao vê-las sequencialmente e de forma repetida.
Nas primeiras passadas de vista sobre as fichas, deve-se fraseá-las apenas com as terminações gramaticais e as preposições e conjunções mais comuns, deixando-se para fazer o recheio das frases numa segunda subetapa.
 Uma premissa é que tudo, mesmo as coisas mais complexas em si mesmas, podem ser ditas ou manifestadas verbalmente nas formas linguísticas e gramaticais mais simples, mesmo que sem toda a precisão desejada.

É necessário, antes mesmo de se iniciar na primeira etapa de exercícios propostos, o bom conhecimento preliminar das terminações gramaticais,  dos nomes (substantivos, adjetivos e pronomes), afixos, preposições e conjunções mais comuns, verbos de ações mais corriqueiras e o modo acusativo. Esses conhecimentos devem ser encerebrados com uma ‘prática teórica’ de estudos e leituras convergentemente direcionadas. Eles são pré-requisito para se praticar ludicamente a fluência no jogo de estruturas aqui proposto.
Por que ludicamente? Justamente porque a proposta deve ser vista como um jogo, um jogo de terminações gramaticais. Como um hábito divertido, devemos ficar treinando, a todo momento, o emprego desses morfemas básicos da língua, para dizer qualquer coisa, seja simples, seja complexa, buscando fazer seleções e enfatizações sintáticas, de acordo com o que nos interessar destacar nas imagens vistas ou pensadas.

Quais são as principais estruturas, nas quais podemos encaixar todos os pensamentos-frases de um dia a dia normal, e praticá-las, ainda que em pensamento, com o manejo somente de terminações gramaticais (TGs)?
Eis uma lista-exemplo:

-O ESTAS -O
-O ESTAS –A
-J
-O -AS (PREPOZICIO DE POZICIO) -O
-O -AS (PREPOZICIO DE DIREKTO) -O
-O -AS -I
-O (NETRANSITIVA VERBO)-AS
-O (TRANSITIVA VERBO)-AS
-O (TRANSITIVA VERBO)-AS -E
-O (TRANSITIVA VERBO)-AS –ON
-O -AS (PREPOZICIO DE INSTRUMENTO) -O
-O (TRANSITIVA VERBO)-AS -ON –E
-U

No caso, o “-o” representa não só substantivos, mas também nomes próprios e pronomes pessoais.

Essas estruturas em si, independentemente dos recheios, já podem servir como exercícios, ou podem ser usadas parcialmente quando não se sabe que raiz usar circunstancialmente. Por exemplo, eu estou vendo ali alguém passar montado numa bicicleta. Eu sei usar as TGs, mas não sei ainda o nome de bicicleta nem o seu gênero (veículo) em Esperanto. Posso imaginar então a frase, dizendo: “Li ir-as tie per o” (podendo, se for o caso, fazer com as mãos o gesto de pedalar). Mas, se o que eu não souber for o verbo ir, posso dizer “Li as tie per biciklo” ou  “Li as tie bicikle”. Ao invés de “Li”, posso dizer, se já souber, “Tiu”, “tiu viro”, “iu”, “La viro”, “viro” “La homo”, “homo”. A propósito, o “tie” pode ser dispensado, sem perda de sentido, substituível inclusive pelo dedo indicador. Enfim, posso até rechear o “-as”, dizendo também “Iu biciklas tie.” E por aí afora... Se a ênfase que eu quiser dar for a qualidade da bicicleta, posso dizer “Tiu o estas a”, “Tiu biciklo estas a”, “Ĝi estas a”, “Ĝi estas bela”, “Ĝi estas moderna”, “Tiu biciklo estas moderna/bela”, etc. Se a ênfase for simplesmente para o homem que está pedalando, valem “Li/la viro/tiu viro/tiu/tiu homo/la homo estas o”, “Li/la viro/tiu viro/tiu/tiu homo/la homo estas a”, “Li/la viro/tiu viro/tiu/tiu homo/la homo estas forta/alta/dika...”. Se eu quiser destacar o lugar: “Tie as o”, Tie iras o”, “io estas tie/sur tiu loko/sur la strato”...

Ainda que não se dizendo tudo o que se pensa, imagina, idealiza ou percebe em todas as suas nuances e detalhes, é possível se fluir a partir dessa estrutura básica, especialmente com a complementação por gestos, quando possível.

Relembremos que falar fluentemente não é falar rápido nem com correção modelar e plena precisão, e nem é falar difícil ou rebuscadamente que nem autor de livro. Falar fluentemente é apenas falar com desenvoltura, sem esforço, dentro da maneira que se sabe falar, considerando até seus traços de personalidade e seu estilo pessoal. É conseguir, da forma que se puder, comunicar verbalmente seus pensamentos, ideias, expressões, espantos. É dar o melhor de si no jogo verbal que se já conhece, obedecendo as regras de etiqueta da conversação. [E estas incluem, especialmente, não se falar ansiosa e disparadamente, para dar tempo ao interlocutor de também falar ou completar suas elocuções, democraticamente, ou para dar tempo à plateia de digerir, processar e apreender homeopaticamente o que se está falando.]

Com o tempo na prática da oralidade, reforçado pelas leituras intermináveis e pelo aprimoramento constante nos estudos, inclusive da retórica e da oratória, essa fluência vai cada vez mais se melhorando, se aperfeiçoando e se aproximando do estilo universal do Esperanto.

Como suplementos vitamínicos nessa ginástica mental, algumas grandes obras da literatura didática progressiva esperantista não podem deixar de ser lidas, relidas e grifadas. Eis alguns exemplos: “La Fundamento de Esperanto”, de L. L. Zamenhof; “Karlo”, de Edmond Privat; “Ili Kaptis Elzan”, “Joĉjo” e “Gerda Malaperis”, de Claude Piron; “Nova Amiko Inter Ni”, de Sylla Chaves; e “Conversational Esperanto / Ĉiutaga Esperanto”, de Don Lord. A sequência de surgimento dos elementos gramaticais desses livros pode até servir de base para a montagem das fichas acima propostas. Pode servir de inspiração, também, para a montagem de videos didáticos ilustrativos (o que aliás tem sido uma carência no movimento esperantista brasileiro). Seria interessante e atrativo se houvesse na Internet videos didáticos com dois personagens dialogando para exemplificar as estruturas gramaticais básicas aqui propostas, primeiro as terminações puras, reforçadas por gestos, e depois as terminações com recheios de radicais. [Com os recursos dos smarthphones e minicâmeras, já tem sido possível se dirigir microvideos com a mesma alta qualidade e baixo preço das camisas esperantistas do Amarílio, ou seja, “a preço de banana”.]
  
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Quando se estiver seguro e firme no uso dessas estruturas de TGs básica, usando-as inclusive dentro d’ água, de ponta-cabeça, de carreirinha, de salteado e de trás pra frente, aí deve-se ir adicionando novos grupos de morfemas (novos afixos, novas preposições e conjunções,  formações parassintéticas mais elaboradas, particípios, etc) para nova fase do jogo, e assim por diante, enriquecendo as estruturas a cada etapa, numa dinâmica evolucionária sem fim.
Entretanto, sempre que “o bicho pegar”, ou seja, diante de uma situação complexa nova, em que não venha à mente instantaneamente a fórmula frasal adequada para sua completa elocução, deve-se voltar ou voltear, no automático, para a estrutura primária, para o beabá das TGs, “na boa”. Por mais fera que já se esteja, esse retorno à etapa original do jogo ou a uma etapa anterior também deve ser sempre reexercitado. Quem já sabe o mais, nunca deve deixar de saber o menos. O basicão pode ser menos sofisticado, mais geral, simples e fundamental, mas não costuma deixar ninguém pagar mico por gaguejamentos suarentos, brancos inquietantes, hesitações amarelantes ou crimes hediondos de lesa-gramática. Ademais, o que pode ser dito de forma simples, não seja dito de forma complexa, em respeito, inclusive, ao interlocutor eventualmente ainda iniciante. É o princípio da suficiência, combinado com o princípio da humildade e da gentileza.
O importante é, no fim da conversação ou discurso, não se ter deixado o mal-estar do esnobismo ou da extravagância, muito menos sensações de incompletude, dubiedades de sentido ou lacunas raciocinais. Deve-se, após o “ĝis revido”, ter deixado o recado com uma boa impressão, com a marca da elegância e da criatividade combinadas principalmente com a reconfortante simplicidade, que a tudo a e todos tem como bastar.
Boa neuromalhação!