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Mário Raul de Morais Andrade
faleceu em 25 de fevereiro de 1945, aos 51 anos, em sua casa, em São Paulo,
vítima de um ataque cardíaco — deixando uma lacuna imensa na cultura
nacional. Muito além de escritor, Mário foi
poeta, romancista, cronista, crítico literário, musicólogo, pesquisador de
folclore e gestor cultural. Foi um dos protagonistas da
histórica Semana de Arte Moderna, que rompeu com os padrões acadêmicos e
abriu caminho para uma arte genuinamente brasileira. Na literatura, marcou época com
obras fundamentais como Pauliceia Desvairada, que revolucionou a poesia
nacional com versos livres e linguagem urbana, e o romance Macunaíma,
considerado uma das maiores obras da literatura brasileira, ao retratar de
forma crítica e simbólica o “herói sem nenhum caráter” — metáfora das
complexidades da identidade do Brasil. Mas seu legado vai além dos livros.
Mário percorreu diversas regiões do país pesquisando manifestações populares,
músicas, lendas e tradições, ajudando a preservar e valorizar a cultura
brasileira em sua diversidade. Como diretor do Departamento de
Cultura de São Paulo, foi responsável por importantes projetos de
democratização do acesso à arte, incentivando bibliotecas, pesquisas e
políticas culturais inovadoras para a época. Seu pensamento influenciou gerações
de escritores, artistas e estudiosos. Ele ajudou o Brasil a olhar para si
mesmo — para sua língua, seu povo e suas raízes — com orgulho e consciência
crítica. 81 anos depois, Mário de Andrade
não é apenas memória: é fundamento. É identidade. É Brasil.
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Mario Raul de Morais Andrade forpasis la 25-an de Februaro 1945, en la
aĝo de 51 jaroj, en sia hejmo en San-Paŭlo, viktimo de koratako — lasinte en
la nacia kulturo grandegan malplenon.
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