sexta-feira, 27 de março de 2015

DO IMPÉRIO DO BENIM À FLORESTA DE SÃO BARTOLOMEU - CONTO PARADIDÁTICO

DO IMPÉRIO DO BENIM
À FLORESTA DE 
SÃO BARTOLOMEU

(CONTO PARADIDÁTICO
 INFANTO-JUVENIL, 
PARA SE TOMAR GOSTO 
PELA LEITURA CRÍTICA) 


Olavo da Penha Cazumbá

Nunca tínhamos saído tão alegres dos Alagados, em Salvador, para passar o dia fora, como naquele domingo do verão de 1950. Ainda hoje eu me lembro, apesar da memória já calejada pelos vincos da idade. Coisas que marcam a nossa história afetiva, dificilmente a gente esquece, não é mesmo? [Bem, neste caso eu me vali também de antigas anotações no meu diário de criança.]

Fomos em cinco. Além de meus pais e eu, juntaram-se também tia Nenca e o marido dela, tio Nô.
Sempre saíamos a passeio, pelo menos uma vez por mês, e ir para a roça de Vô Izidoro, às margens do rio do Cobre, na floresta de São Bartolomeu, era sempre uma experiência fantástica. Lá eu vivia minha outra infância. Brincava no chão firme, sem rédeas, sem noções de perigo, sem nãos, sem sandálias.
Não era tão longe das palafitas onde morávamos, mas o trajeto postulava diversos meios de transporte, senão não chegaríamos antes do meio dia.
Um canoeiro amigo de pai nos levou até a primeira estação ferroviária do Subúrbio, a de Santa Luzia. De lá pegamos um trem até a estação de Almeida Brandão, onde, por fim, alugamos uma carroça e seguimos até o destino.
Tudo era fascinante para mim em meus dez anos de descobertas do mundo, que até então se resumia à Península de Itapagipe, principalmente ao complexo habitacional dos Alagados, onde morávamos, e à floresta de São Bartolomeu.
Quando chegamos na roça de Vô Izidoro, entre 10 e 11h, um mundo de parentes já se encontrava por lá fazendo movimentos na porta da casa, em derredor das árvores, na beira do rio, no pátio e em todo o derredor. Quando nos viram foi aquele abraça-abraça.
Havia parentes de Cachoeira, de Santo Amaro da Purificação, de Itiúba... Todo mundo reunido, como há muito não se via.
Vô Izidoro veio nos receber cheio de alegria.
- João, meu filho! Pensei que não vinham mais! Que demora! Já tamos brincando desde cedo!
Após as bênçãos, pai tentou justificar:
- A gente mora num perto longe, porque não tem transporte direto...
Vô Izidoro cobrou de mãe: - Zeferina, minha nora! Trouxe um pedaço de fumo da venda de seu Arnaldo pro véio?
- Oxente! – respondeu mãe. - E eu ia deixar de trazer?
- E tu, Olavo? Tem estudado muito?
- Sim, vô! – respondi com firmeza.
Entramos. Comecei logo a correr de um lado pro outro, revendo os que eu já conhecia e os que ainda não. Tinha uma roda de capoeira, tinham umas três rodas de samba, roda de bate-papo dos mais velhos, brincadeira de roda das meninas. Devia haver mais de cem pessoas.

Era a festa de aniversário de cem anos de Vó Cloa, mãe de Vô Izidoro, minha bisavó paterna.

Depois de vê-la sentada em sua cadeira de vime e pedir-lhe a bênção, eu fui me banhar no rio, juntamente com alguns primos. Era minha diversão predileta.

Ao meio-dia em ponto, a tradicional marimba percutiu estridentemente. Era o pregão para o grande almoço, para mim o ponto alto da festa.
Corremos e nos preparamos. Era a hora também de a aniversariante aparecer no terreiro.
Pararam todas as atividades recreativas. Ficamos de pé em frente à casa, na expectativa.

De repente, bem devagarzinho... vinda de lá de dentro, ladeada por um grupo de mulheres idosas, apareceu a dona da festa: Vó Cloa, em seus quase dois metros de altura, imponente, séria. Agora sob o sol, seu rosto singular ficava muito mais expressivo. Era um rosto petrificado pelo tempo, sem rugas, sisudo. Olhos miúdos, nariz achatado, lábios grossos, faces reluzentes. O negror de sua pele era fortíssimo, brilhante, impactante. Usava um torço branco. Trajava uma camisa azul-céu de cetim com mangas compridas e uma saia branca cheia de babados.
Quiseram ajudá-la a andar, mas ela recusou com seu vozeirão ainda imperioso: - Deixa! A velha tá velha, mas ainda aguenta se apoiar sozinha sobre os pés!
Aplausos calorosos. Todos gritaram: “Viva Vó Cloa!” “Muito bem!” “Saravá!”
A parentada foi abrindo espaço e ela seguiu devagar e altiva até a cabeceira da mesa grande sob um velho abacateiro em frente.
Como sempre fazia, chamou os mais idosos para tomarem assento à sua direita e os mais novos, inclusive eu, à sua esquerda. Cerca de vinte privilegiados no total. Os demais ficaram de pé.
Ela fez menção de que queria falar.
Silêncio total.
- Meus filhos. Eu não esperava que iria chegar à casa dos três algarismos, não. Mas, já que cheguei, tô muito feliz. Os mais velhos já conhecem a minha história. Mas vou repetir alguma coisa para os mais novos que estão chegando agora e que ainda têm muita poeira pela frente.
Eu agucei os ouvidos.
Ela principiou: - Eu nasci em 1850, no meio do oceano Atlântico, dentro de um navio negreiro.
Sua voz era forte, mistura de contralto com baixo, inimitável, única. Ela prosseguiu, falando devagar, mas firme: - Minha mãe, que na sua tribo de gigantes se chamava Danuwa, mas que aqui recebeu o nome de Maria de São Pedro, veio trazida do Império do Benim, como escrava... numa das últimas viagens de navios negreiros... Justamente naquele mesmo ano baixou uma lei proibindo o tráfico de negros escravizados da África...
Parou um pouco. Respirou fundo. Prosseguiu: - Antes de eu vir morar aqui nesta floresta, com dez anos de idade, minha mãe sofreu muito! Sofreu muito para me manter viva! Trabalhou duro como escrava na casa dos brancos... Ela era muito alta, muito valente e também muito desaforada! Não se adaptou à condição de escrava. Aliás, escrava, não! Escravizada, como ela fazia questão de frisar. Ela não sabia fingir. Não aceitava fingir. Não tinha jogo de cintura. Não ria para nenhum branco. Sofreu maus tratos, torturas, toda sorte de judiaria!
Vó Cloa calou-se um pouco, emocionada. E eu fiquei tenso.
Ela prosseguiu: - Um dia, em 1860, o sinhô-moço da última casa onde ela trabalhou, descobriu ela fazendo uma coisa totalmente proibida para um cativo naqueles tempos. Minha mãe foi descoberta lendo um livro! Descobriram que ela tinha aprendido a ler! Concluíram que ela queria ter o conhecimento dos dominadores! Que ela queria deixar de ser cafre! Para quê?
Daí em diante ela falou com tristeza e visível emoção.
- Três ou quatro homens fortes arrastaram ela para o quintal da mansão, bateram nela bastante, sob as vistas do sinhô e da sinhá e sob as minhas vistas também. Depois obrigaram ela a comer todas as páginas do livro. Todas as páginas! E ela, meio desfalecida, sangrando, comeu... teve de comer... folha por folha. Folha por folha! Eu chorava baixinho, segura por uma mucama velha. Foi muito duro ver aquilo acontecer com minha mãe... na minha frente! Mas eu aguentei firme, porque eu sabia que minha mãe é quem sofria de verdade. Tudo que ela sofria era motivada por uma única coisa: o amor que ela sentia por mim. A vontade de me ver crescer e ser livre! E ser feliz! Até hoje eu tenho muita pena da minha mãe! Como ela sofreu! Minha pobre mãe...

Já havia várias mulheres chorando. Os homens em silêncio, cabeças baixas. As crianças assustadas. E eu imaginando...
Ela continuou:
- Dois dias depois, quando se recuperou um pouco e saiu do calundu, minha mãe me chamou em segredo e disse que iríamos fugir. Procuraríamos um quilombo, para ganhar a liberdade, mesmo que fosse uma liberdade às escondidas. Mas ela me disse que a gente não ia apenas fugir, não. Disse que levaria também um monte de livros para ler e para me ensinar a ler. Ela raciocinou que o negro ou o pobre sem leitura permanece cafre, submisso, comendo no prato dos poderosos de qualquer cor, sem valor, sem futuro. Ela queria que ficássemos tão sabidas e independentes quanto os brancos poderosos da época e que conhecêssemos as mesmas coisas que eles. Que já nos preparássemos para os tempos após a abolição de que já falavam muito. E ler livros seria o primeiro passo. Para ela, ler todos os livros que pudéssemos era a arma para garantir a liberdade depois, em várias frentes.
Isso ela falou fixando bem os olhos nos da esquerda da mesa. E prosseguiu, agora mais animada: - Minha mãe conheceu uma irmandade de negros que intermediavam aquilombamentos. Engajou-se. Depois de uns dois meses, numa noite de lua cheia, ela e eu conseguimos fugir da casa onde trabalhávamos, com a ajuda de uns irmãos quilombolistas, que acertaram e facilitaram tudo. O que atrapalhou um pouco foi o fardo de mais de cem livros que minha mãe insistiu em levar junto, furtados do porão da casa. Ela só iria com eles. Deu pra levar todos.
Foi uma fuga perfeita, sem deixar rastros. Também certamente nem fizeram questão de recapturá-la. Ela era mesmo uma péssima escrava.

Antes de amanhecer chegamos aqui, minha gente. Isto tudo aqui tinha feito parte do maior quilombo de Salvador. Tinha sido o Quilombo do Urubu, que ia daqui até as paragens do Cabula.
Eu dei uma rápida olhada em derredor do ambiente. Vi as grandes árvores, as plantações, o rio próximo, as poucas casas meio espalhadas. Imaginei quanta história estava guardada por ali...
Vó Cloa percebeu minha circunvisão: - Nenhuma destas casas que estão aqui pertenceu ao quilombo, que foi destruído pelas tropas do governo após a revolta libertária de 1826. Prenderam e mataram pessoas e destruíram as moradas... Mas não destruíram os ideais libertadores! Não destruíram as almas dos aquilombados! Houve a reconstrução do quilombo tempos depois, ainda que com bem menos casas e todas bem separadas umas das outras. Foi quando minha mãe e eu chegamos aqui, em 1860, em busca da nossa liberdade, ainda que clandestina, fugidas do cativeiro cruel.
Neste momento, Vó Cloa silenciou. Olhou para todos os presentes. Respirou fundo e ordenou:
- Bem... Chega de história! Agora, vamos almoçar!.
Serviram-se os pratos. Primeiro para os da mesa. Depois para os circundantes, que se assentaram em mesas menores e embaixo das árvores.

No descanso do almoço, aproximei-me de Vô Izidoro e perguntei baixinho: - Vô, posso fazer uma pergunta?
- Claro, Olavo! Pode perguntar.
- Onde ficaram os livros que a Vó Danuwa trouxe pra aqui?
- Eu ainda alcancei muitos desses livros. Cheguei a ler dezenas deles, mas houve um tempo em que minha avó tocou fogo em todos. Passou a entender que os livros dos brancos eram mentirosos, que eram a cara dos próprios brancos. Ela já sabia muito. Lia até em francês. Mas, principalmente, ela já pensava muito. Aprendeu a tirar suas próprias conclusões. Começou a não aceitar mais as histórias que os livros contavam e até proibiu minha mãe de continuar a lê-los. Eram livros editados na Europa, sobre o padrão de vida europeu. Os negros nunca eram citados como seres humanos normais. Eram referidos como seres inferiores. O Brasil não tinha editoras. Tudo era selecionado pela igreja e pelo governo. Mas, o mais importante ela legou para minha mãe, que também legou para mim: as histórias. As histórias da África, as histórias do povo negro, as histórias da nossa cultura popular, nunca prestigiadas pelas elites, nunca escritas nos livros...
- Mas... Ela queimou mesmo todos os livros?
- Bem... Todos, não exatamente. Preservou uma meia dúzia. “Os livros da sabedoria universal”, como ela dizia. Até hoje estão guardados aqui em casa. E guardou também os últimos que adquiriu, já no fim do século passado, de autoria do poeta Castro Alves, que ela dizia ser o único branco para quem certamente a negra Danuwa daria um sorriso. Quem sabe um dia você não vai ler todo o restante desse acervo que ela nos legou?
- Ah! Vou querer ler, sim. Já posso levar um hoje?
- Por enquanto, não. Vou falar primeiro com a velha. Minha avó fez questão de ensinar tudo que aprendera e sabia para minha mãe. Os escravos e também os negros forros não podiam estudar regularmente, mesmo depois da abolição. Sua Vó Cloa só pôde entrar numa escola no início deste século, para conseguir um diploma. Sofreu humilhações, chacotas e perseguições, principalmente por causa da sua epiderme negra, da sua altura, da sua feição dura, da sua idade e até por causa da sua voz forte. Mas ela era determinada. Suportou todas as discriminações e venceu. Conseguiu o diploma de professora com mais de sessenta anos, com louvor.
- E ela foi mesmo professora?
- Tentou, tentou, mas não conseguiu ensinar em nenhuma escola oficial. Uma mulher negra não podia ensinar, muito menos uma africana. Para a sociedade baiana do início do século, isso era inconcebível. Foi algo que entristeceu demais a minha mãe. Ela acabou por desistir de se profissionalizar e resolveu montar uma escola primária aqui na floresta mesmo.
- Mas como ela sobrevivia?
- Ela conheceu meu pai, que era índio descendente da antiga tribo local dos Tupinambás, que habitaram estas paragens bem antes do Quilombo do Urubu. Ele vivia da caça na floresta e da pesca aqui no Rio do Cobre. Apoiada pelo marido, ela então resolveu ensinar de graça aos meninos pobres da própria floresta, que vieram dos subúrbios de Plataforma e Lobato e também do bairro de Pirajá. E ela acabou gostando, porque tinha liberdade de ensinar o que queria e como queria. Eu mesmo fui seu aluno, a partir de 1890, bem antes dela se formar, quando eu contava dez anos de idade, a mesma que você tem hoje. Mas ela não aliviava pra mim, não! Exigia de mim tão duramente quanto dos outros meninos. E eu aprendi não somente a língua portuguesa, mas também o francês e o ioruba. Aprendi com exemplos da cultura local, da natureza, do rio, das cachoeiras... Durante muitos anos, ela dava suas aulas ali, à sombra daquela jaqueira. – apontou para a jaqueira enorme que havia a poucos metros da casa. – Ela tinha descoberto que estudar em contato com a natureza ajuda na fixação dos assuntos. Havia sempre atividades ligadas ao meio ambiente. O rio, as árvores, os animais, tudo oferecia material didático para suas explicações. O rendimento da classe era sempre satisfatório. Minha mãe se realizou como professora e melhorou as condições de vida de muitos. Hoje, com o peso da idade, ela só ensina dentro de casa mesmo, alguma coisinha ou outra, como reforço escolar. Mas o amor pelo seu mister nunca se apagou.
Vô Izidoro parou um pouco. Mostrou-se saudoso. Mas prosseguiu firme. - Ela especializou-se em ensinar a ler. Não a ler simplesmente, mas a ler entendendo e interpretando. Ela nos ensinou a desconfiar de todas as leituras, a não aceitar nada sem uma avaliação, sem uma análise. Queria que tivéssemos nossas próprias ideias, ainda que tomando como base as ideias alheias. De certa forma, foi uma influência da mãe dela, minha avó Danuwa.
Depois de uma pausa, veio-lhe uma ideia luminosa: - Mas hoje você já levará o velho candeeiro da vovó. Ela o deixou pra mim. Como eu não estudo mais, vou passá-lo pra você alumiar seus livros na calada da noite. Olhe a responsabilidade, heim!
- Pode deixar comigo, vô! – Falei irradiante de alegria.

De repente, o sinal dos tambores. Hora da festança. Houve vários discursos e rituais africanos e caboclos. Muita dança, capoeira, cantigas... Tudo muito simples e voltado para a alegria de Vó Cloa.
E, como era tradição no terreiro, houve o momento do jongo, dançado só pelos mais velhos. Vô Izidoro teve sua participação cheia de volteios, certamente aproveitando-se de que era um antigo mestre de capoeira. E ele convidou Vó Cloa para participar um pouco da roda, como era tradição. A centenária relutou, relutou, mas em face da insistência de todos, seguiu lentamente até o centro da roda, segurou a saia e ficou mexendo o corpanzil, tentando ensaiar uns requebrados... devagarzinho... só para constar. Foi um êxtase geral!
Àquela altura, eu estava já impressionado, não só com a vivacidade e a imponência de minha avó Cloa, mas com toda a sua história.
No final da tarde, já no arrebol, a festa terminou. Grilos e sapos anunciavam a noite próxima. Abraçamo-nos todos e nos despedimos de Vó Cloa, de Vô Izidoro e dos demais parentes.
De cima da carroça fiquei olhando para a paisagem da floresta, já com saudade de tudo e de todos, com um nó na garganta. Na canoa novamente, navegamos lentamente na noite calma da enseada dos Tainheiros, voltando para casa. Foi quando eu acendi e fiquei segurando o candeeiro que ganhei de presente. Imaginei então que viajávamos intrepidamente num ex-navio negreiro, vindo da África para o Brasil, não mais como escravos, mas como libertadores pela chave do saber.
Chegamos de volta aos Alagados tarde da noite, eu já determinado a estudar com mais afinco dali em diante. Varei quase a noite toda ao pé do nosso novo candeeiro, que deixei de pavio curto para não incomodar, mas com luz suficiente para me permitir estudar na enciclopédia, entre outros assuntos, principalmente, sobre o Império do Benim, que logo fiquei sabendo ser hoje o país da Nigéria. E para lá eu passei a imaginar que, quando crescesse e me formasse em Engenharia, iria construir a maior ponte de todo o mundo, como uma extensão da Ponte das Varinas, onde morávamos em nossas palafitas. Imaginações de menino.

Desde aquele encontro familiar, fiquei ainda mais fissurado em leitura. Passei a ler de tudo, mas retendo o que somava para a formação do meu próprio livro da vida.
Diante de tudo o que eu lia e estudava, passei a construir também meus entendimentos, minhas interpretações, minha própria redação. E fui ampliando, assim, minha visão de mundo, minha criticidade, meu discernimento. Tentei honrar, como legítimo herdeiro, a lição de vida da africana Danuwa, a pioneira da nossa linhagem de saber, de honra e de amor.



FIM

Um comentário:

Norma disse...

Que coisa maravilhosa! vou ler e reler muitas vezes e também repassar. Muitas bênçãos e a toda a família. que coisa linda!